Criador de conteúdo de futebol vestindo blazer por cima da camisa e analisando prancheta tática em vestiário moderno

No universo do futebol, uma transformação silenciosa, porém profunda, tomou conta das arquibancadas virtuais e dos bastidores dos clubes nas últimas temporadas. Eu mesmo, acompanhando essa evolução de perto com o Negócio em Campo, vi influencers, streamers e criadores de conteúdo ocuparem cargos de decisão, redefinindo o que significa ser gestor no futebol moderno. Mas o que realmente muda quando esses nomes que surgiram nas telas passam a comandar projetos, equipes ou até ligas inteiras?

Uma nova geração de dirigentes: de frente para a câmera ao comando do clube

O caminho já não é mais o mesmo daquele cartola tradicional, nascido dentro dos clubes. Agora, quem domina algoritmos e cria comunidades digitais conquista posições onde antes poucos ousavam entrar.

Seja em casos como Casimiro, Ibai e Luva, e até mesmo no investimento do influenciador inglês KSI, que adquiriu 20% de um clube inglês, nunca foi tão claro: quem entende o poder da audiência se tornou peça-chave nos bastidores do futebol. Com a presença de influencers como Cartolouco ou Juninho Manella também em clubes como Resende e São Bento, o futebol mostra que está pronto para dialogar com a nova economia do entretenimento esportivo (cliques e engajamento de influenciadores digitais mudam clubes).

Por que creators gestores trazem resultados além das quatro linhas?

A resposta está na conexão. Criadores digitais sabem como ninguém como falar diretamente com diferentes públicos, algo que boa parte dos dirigentes tradicionais levou muito tempo (e investimento) para aprender. Quem acompanha o marketing de influência vê claramente como a construção de marca pessoal e de comunidade cria pontes novas entre clubes, patrocinadores, fãs e mídia.

  • Entendem de algoritmos e alcance orgânico
  • Constroem comunidades engajadas e ativas
  • Transformam cada ação em conteúdo viralizável
  • Sabem como monetizar a audiência, não só vender ingressos
  • Experimentam formatos e plataformas que dirigentes tradicionais raramente testam

Exemplo evidente é Leila Pereira, presidente de clube brasileiro, que soma mais de 1,2 milhão de seguidores no Instagram. Essa audiência digital é mais que número, é poder de influência, negociação e visibilidade institucional.

O futebol além do gramado virou conteúdo.

O fenômeno não está restrito à elite. O crescimento do Santos FC nas redes, subindo várias posições no ranking dos clubes mais populares em 2025, reforça que as estratégias digitais alavancam engajamento de torcedores e marcas (Santos FC exemplo de crescimento nas redes).

Quando conteúdo vira negócio: creators e a monetização no futebol

No contexto do Negócio em Campo, sempre destaco como a capacidade de gerar valor econômico apresenta novos caminhos de receita para clubes e projetos esportivos. Um bom exemplo é a inserção de creators navegando tanto em estratégias de entretenimento como em negócios. O próprio KSI, além de dono de parte de um clube, foca em monetização de ativações digitais e fortalecimento de marca, unindo futebol e cultura pop (impacto de influenciadores no futebol inglês).

No Brasil, a Loud mostra que esportes eletrônicos e futebol têm fronteiras cada vez menos claras. A empresa investiu pesado em equipes, e soma quase 50 milhões de seguidores nas redes, conquistando patrocínios relevantes (marca impulsionada por creators nos esportes).

Sala de reunião moderna com influenciadores, documentos e bolas de futebol sobre a mesa Essa relação entre visibilidade digital e retorno financeiro já foi detalhada em vários textos do projeto, como no artigo sobre streamers e futebol como negócio ou o material explicando como funcionam media houses no esporte, ambos reforçando que qualquer clube hoje precisa incorporar estratégias digitais criativas se quiser competir por novas receitas.

Criadores dirigentes e o poder da influência na transformação de modelos

Quando creators viram gestores, me chama atenção como mudam as prioridades: pensar em experiências do fã, em novas formas de monetização e, acima de tudo, em cultura digital. Como mostrei no análise sobre a Kings League, a mistura de entretenimento, esportes e redes sociais criou modelos de negócio surpreendentes e muita inovação.

O envolvimento de creators em cargos de gestão gera processos mais horizontais, menos hierárquicos, inclusive usando mecanismos de engajamento típicos do universo da internet: votação popular, conteúdo participativo, interações em tempo real e tomadas de decisão transparentes para o público. Isso gera uma transformação clara na forma de gerir clubes, ligas e até pequenos projetos comunitários.

Creio que a presença de influenciadores no futebol também ajuda o setor a entender tendências globais do esporte e do entretenimento, rápido, interativo, participativo e guiado por comunidade. É uma via de mão dupla: criadores aprendem sobre o lado “negócio” da paixão nacional, enquanto clubes e entidades percebem como a audiência se transformou em moeda-forte para inovar.

Audiência virou patrimônio dos gestores.

O desafio da legitimidade e o risco da superficialidade

Nem tudo, porém, é simples. Alguns torcedores questionam se creators têm experiência para gerir equipes de futebol, lidar com crises, gerir vestiários e decisões difíceis. Em minha experiência, vejo que:

  • Gestão digital não dispensa o entendimento do jogo e do ambiente esportivo.
  • Criadores que se alinham a equipes profissionais ganham força, mas precisam criar lastro de credibilidade, mostrando resultados e visão de longo prazo.

O risco, claro, é a busca exagerada por viralizações e engajamentos, deixando o futebol em segundo plano. O equilíbrio entre gestão digital e resultados esportivos é o grande segredo.

Conclusão

Criadores que assumem posições de liderança mostram que o futebol como negócio exige cada vez mais visão de comunidade, conteúdo e monetização. A transição dos bastidores digitais para o comando de clubes demonstra que a influência extra-campo pode construir novas histórias de sucesso, desde que venha acompanhada de competência e respeito à essência do jogo.

As experiências já vistas, das “media houses” a projetos como a Kings League, apontam para um futuro onde os líderes do futebol serão mestres em engajamento e conexão, não apenas em gestão tradicional.

No Negócio em Campo, sigo acompanhando de perto os bastidores, dados e tendências, trazendo análises que ajudam torcedores, empreendedores e profissionais a entender como audiência vira valor. Se você quer descobrir como transformar paixão esportiva em estratégia de negócio, continue acompanhando nossos conteúdos e conheça todas as oportunidades no futebol moderno!

Perguntas frequentes

O que faz um creator virar dirigente?

Um creator torna-se dirigente ao assumir funções de liderança em projetos esportivos, clubes ou ligas, usando seu alcance digital, habilidades de comunicação e experiência em construção de comunidades para inovar métodos tradicionais de gestão. Muitas vezes, essa transição ocorre por meio de convites, investimentos diretos ou ao criar projetos próprios, unindo conteúdo e estratégias de negócio.

Quais desafios creators enfrentam como gestores?

Creators em cargos de comando têm que equilibrar conteúdo e engajamento com as demandas técnicas do futebol, como gestão de profissionais, decisões estratégicas, lidar com crises e manter credibilidade. Eles precisam mostrar que vão além da imagem virtual, entregando resultados práticos e relacionamento saudável com todos os elos do futebol.

Vale a pena creators se tornarem dirigentes?

Quando o creator tem preparo, visão de longo prazo e disponibilidade para aprender com profissionais do esporte, a experiência pode ser muito positiva. Aliar habilidades digitais à gestão é algo cada vez mais valorizado no futebol moderno, gerando novas oportunidades de negócio, marcas fortes e maior interação com torcedores.

Como creators podem liderar equipes com sucesso?

Uma liderança digital bem-sucedida envolve escuta ativa, uso inteligente das redes sociais, produção constante de conteúdo de valor para os fãs e relacionamento transparente com todos da equipe. A credibilidade surge quando o creator mostra capacidade de planejamento, respeito à tradição do clube e alinhamento com profissionais experientes.

Quais exemplos de creators que viraram dirigentes?

Entre os principais exemplos estão Casimiro, Ibai e Luva, que participaram diretamente da construção de ligas e projetos inovadores. O inglês KSI também ilustra essa tendência ao investir em clubes e unir conteúdo, entretenimento e futebol. No Brasil, o envolvimento de Cartolouco, Juninho Manella e iniciativas como a Loud mostram como creators têm ampliado seu papel de executivos no esporte.

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O futebol além do jogo: dinheiro, estratégia, influência e audiência.

O verdadeiro campeonato também é disputado nos bastidores, nas mesas de negociação, nos contratos de patrocínio e nas telas dos smartphones.

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Nilson Almeida

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